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terça-feira, 30 de agosto de 2011

30 de agosto de 1988 - Ele lembra?

FONTE: APP SINDICATO - O '30 de agosto' - No dia 30 de agosto de 1988, os professores estaduais foram às ruas numa passeata histórica. Na época, a categoria estava em greve e exigia do governo Álvaro Dias, entre outros itens, o pagamento de um direito que lhes cabia: o piso de três salários mínimos. Na esperança de abrir as negociações com o Executivo, os trabalhadores da educação - e vários membros da comunidade escolar - caminharam até o Centro Cívico para tentar dialogar com o poder público.  No entanto, ao chegarem ao local, em vez de serem recebidos pelo governo, foram recepcionados pela polícia - inclusive a cavalaria -, que os rechaçou a base de cacetetes, cães e bombas de efeito moral. A repressão deixou dezenas de feridos. Desde então, a data '30 de agosto' tornou-se o "Dia de Luto e de Luta dos Trabalhadores em Educação Pública", na qual a categoria vai às ruas cobrar o devido respeito à educação e ao trabalho de professores e funcionários de escola.

Este breve relato da APP já basta para nos encher de tristeza pelo que aconteceu, e de alegria pela garra dos professores e professoras que até hoje lutam pelas causas da classe. E as causas desta classe, são de todos nós. Minha mãe é professora da rede pública de ensino desde que me conheço por gente e me orgulho e defendo salários justos para quem forma todo tipo de gente, de todas as idades.

Atualmente senador, o ex-governador do Paraná, protagosnista do triste episódio, Álvaro Dias (TWITTER), faz oposição de olhos fechados ao governo federal. Será que ele lembra do dia 30 de agosto de 1988?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Cada povo tem o Tiririca que merece

Por Leandro Czerniaski*

1,3 milhões de brasileiros votaram e elegeram o palhaço Tiririca para a Câmara dos Deputados. Assim, o menino de nome Francisco Everardo Oliveira Silva, nascido em Itapipoca, no Ceará, e que, desde a infância trabalhou em circos, elegeu-se o deputado federal mais votado nestas eleições por São Paulo.

A previsibilidade de sua campanha não nos trouxe nenhuma surpresa: Tiririca se elegeu e ainda puxou mais três deputados. Mas o que nos deixa mais agoniado não é o uso do pobre coitado em uma estratégia eleitoral dos partidos aliados, mas sim o fato de o palhaçinho ter feito a maior votação destas eleições, ameaçando até mesmo a tirar o recorde do Enéas, (lembram?) que em 2002 fez 1,5 milhão de votos.

O que me deixa mais tiririca da vida, sem querer ser irônico, é que não obstante dos juízos feitos dele enquanto candidato, agora ainda querem tornar ilegítima uma vontade popular Se antes a campanha do Tiririca possuía um tom negativo sendo considerada tanto a personificação da desmoralização política quanto a vontade de eleitores em repudiarem atitudes corruptas com um voto de protesto; agora que a profecia se confirma o tom é ainda mais negativo e o julgamento e acusações que pesam sobre Tiririca são ainda maiores: no dia 14 ele terá de provar que sabe ler e escrever. Se ele é, de fato, analfabeto, ensinar um palhaço a ler em menos de duas semanas é missão que nem o Mobral consegue cumprir, do contrário, a vontade de 1,3 milhões de pessoas será nula, ilegítima.

Ora, um palhaço, um jogador de futebol, a mulher pêra, mamão, melão, jaca... todos têm o mesmo direito de que qualquer outra pessoa em se candidatar a um cargo público. E isso não coloca em risco nossa democracia, ao contrário, é um exemplo de que os direitos são iguais para todos, ficando a eleição destes a cargo da vontade dos eleitores.

Não que eu defenda o dito Tiririca, os boleiros e as mulheres frutas na política. Tomo a liberdade de parafrasear Millôr e dizer que não sou nem contra a nem a favor, muito pelo contrário. Às vezes me pego imaginando os gregos, homens fortes, robustos, inigualáveis intelectuais que um dia inventaram a tal da politéia para melhor administrar suas polis. Ah, os gregos, clássicos, sentiriam um pinguinho de vergonha se soubessem que anos depois um palhaço, ou uma mulher semi-nua, estaria ocupando vossos lugares.

Mas enfim, não percamos de vista o assunto. Escrevo tudo isto para mostrar a minha indignação, algumas coisas que acontecem nesta política e que me deixam tiririca de bravo. Um exemplo é a nossa Assembleia Legislativa, que se auto denomina "casa dos paranaenses". Ah, por favor, senhores deputados, ultimamente essa foi a casa da mãe Joana, a casa mal assombrada, mas em momento algum foi a minha casa, pois eu não sou representado por um bando de crápulas que a qualquer custo querem estar no poder, utilizam-se de meios ilícitos para contratar o parente, o amigo, o vizinho, o papagaio, e por aí vai, e ainda por cima têm a coragem de se candidatarem para mais um pleito.

Escrevo não para detonar ou idolatrar o palhaço que a partir de 2011 assume a Câmara, mas para alertar a nós mesmos, paranaenses, que, se São Paulo tem o Tiririca, nós temos o Justus, o Curi e tantos outros que participaram, ou mesmo se calaram diante das acusações na Assembleia Legislativa.

Os números estão aí e mostram. Como se não bastasse reeleger 65% dos atuais deputados estaduais, ainda colocamos lá os herdeiros, candidatos com sobrenomes como Anibeli, Brandão, Lupion, Silvestri e Litro. Como se as denúncias e escândalos de corrupção não fossem suficientes para limpar a "casa dos paranaenses": assim, candidatos cultuam nossa ignorância e nos vestem com nariz vermelho e roupa colorida.

Mas já que a "renovação" foi abaixo da esperada, cabe a nós paranaenses ficarmos mais quatro anos carreando os fantasmas que por tanto tempo nos assombraram. A gente pode até não gostar de ter o Tiririca como representante, mas antes ver um palhaço formulando leis (talvez até cantando Florentina na sessão) do que corruptos agindo de má fé e achando que os palhaços são os que estão do lado de fora da Assembleia.

* Leandro Czerniaski é acadêmico do curso de História da Unipar de Francisco Beltrão

 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Quem odeia política

La Mafaldita - de Quino e alguma semelhança com a maioria do povo brasileiro.


Ouça minha opinião, publicada no Portal RBJ, analisando o resultado de um enquete que aponta grande número de pessoas que "odeia política".

CLIQUE AQUI para ouvir.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Não é campanha, é reconhecimento

Não precisa ser do PT, nem ser agricultor ou agricultora, basta ser do sudoeste para reconhecer a importância da deputada estadual Luciana Rafagnin, não só para nossa região, mas para o Paraná.

Dia da Mulher, em Francisco Beltrão (Extraído de www.lucianapt.org)
Hoje é aniversário dela, parlamentar atuante, atenciosa e acima de tudo, uma cidadã. Mesmo antes de morar em Francisco Beltrão, em meu singelo entendimento político, conhecia o perfil de Luciana. No entanto, depois de entrevistá-la seguidas vezes, e isso foi inevitável, por conta do número de ações da deputada, e de cruzar com ela numa manhã de sábado pelas ruas de Beltrão, ou no supermercado e sempre ser cumprimentada com a mesma atenção, percebi a grandeza e a importância desta mulher, que da agricultura familiar foi parar na Assembléia Legislativa do Paraná.

Encontro com mulheres no sudoeste (Extraída de www.lucianapt.org)
Inclusive estive na Alep, em uma audiência sobre a aposentadoria das donas de casa e mais ainda, senti orgulho por ter uma mulher do sudoeste representando tão bem a região.



Neste dia, abro uma exceção no Boteco, para esta homenagem, não para ser oportunista em momento de campanha, mas para expressar minha admiração, e desejar muitos anos mais de vida, de agricultura e de política. Não cabe aqui, de minha parte relacionar as obras e os acontecimentos nos quais Luciana tem participação, pois de fato é um "parabéns" de Larissa para Luciana e não de jornalista para entrevistada.

Vida longa à Luciana Rafagnin!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A vida imita o vídeo...para Marina, direção de cinema!

Do site Brasília em Tempo Real hoje

Fernando Meirelles vai dirigir Marina na TV

Para tentar sobreviver à polarização de PT e PSDB com pouco mais de um minuto diário no horário eleitoral, a pré-candidata à Presidência, a senadora Marina Silva (AC), estará sob a "direção" do cineasta Fernando Meirelles -do filme "Cidade de Deus"- para a gravação do programa que o PV levará ao ar no dia 10 de fevereiro.
Segundo a senadora, Meirelles vai colaborar voluntariamente com a sua candidatura.

"Já conversamos sobre o olhar para o programa", contou Marina, sem adiantar se Meirelles terá um papel na coordenação de sua eventual campanha à Presidência da República.