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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Estamos em um pedaço da Europa?

Hoje, pela manhã, uma equipe da unioeste concedeu entrevista à Onda Sul FM, para divulgar o 2º Colóquio Nacional de Educação e Questões Étnicas: formação de professores. Um comentário, de uma das organizadoras me deixou bastante assustada. Na minha opinião é o fator que mais justifica e torna mais do que fundamental o debate sobre o tema.
Ao apresentar o evento, a equipe foi interpelada: aqui não tem população negra, não temos este problema do racismo aqui. Será que chegamos a um nível tão baixo de consciência que nos imaginamos aqui no sudoeste do Paraná, em um pedaço da Europa???

Para quem não sabe, em Palmas, aqui na região, há comunidade Quilombolas que vivem conflito de terra e que necessitam de políticas públicas que assegurem a cultura deste povo, de forma que toda sociedade possa se envolver e conviver com as diferenças. Será que nos diminuímos tanto como seres humanos que por não enxergarmos cotidianamente negros pelas ruas, em Francisco Beltrão, por exemplo, ignoramos a existência do preconceito e da violação dos direitos?


Serviço:
Evento: 2º Colóquio Nacional de Educação
Local: Auditório I e II da Unioeste, Campus de Francisco Beltrão.
Endereço: Rua Maringá, 1200. Vila Nova.
Data: 31 de outubro a 4 de novembro.
Fone: (46) 3520-4823.
E-mail: coloquioquestoesetnicas@hotmail.com.
Site: www.unioeste.br/especializacaoetnicorraciais/

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Hoje é o Dia da Alfabetização

No sudoeste do Paraná, cinco cidades já tem a certificação de erradicação do analfabetismo. Em Bela Vista da Caroba, Pérola D´Oeste, Pranchita, Bom Jesus do Sul e Pinhal de São Bento, por força de vontade de jovens e adultos que ainda não eram alfabetizados e pelo empenho de pessoas que profissionais ou não da Educação, tornaram-se alfabetizadores e alfabetizadoras.

Uma das turmas de EJA em Francisco Beltrão (Crédito:Everton Leite)

O Paraná Alfabetizado, programa do governo paranaense incentiva e mobiliza a sociedade para que todos tenham o prazer e o direito a ler e escrever. No momento em que aprendem, que assinam o próprio nome e que em um mercado podem. sozinhos ler o nome e o preço dos produtos, jovens e adultos passam a ter uma postura mais crítica das coisas e o mais importnate: tornam-se autônomos, independentes.





A luta não deve ser apenas do governo, mas de toda a sociedade. Envolver-se, mesmo que seja na divulgação de programas e alternativas que contribuam com a expansão do conhecimento também é uma questão de cultura.

Veja também, minha matéria para a Onda Sul FM, no Portal RBJ: CLIQUE AQUI